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Fase 3

Substituição Federal (2027)

Início da cobrança da CBS, extinção de PIS e Cofins e entrada do Imposto Seletivo.

Resumo objetivo desta fase para leitura rápida:

  • Extinção de PIS/Cofins e início da CBS;
  • Redução do IPI e cobrança do Imposto Seletivo;
  • Impacto direto em preços e crédito fiscal.

Panorama da Fase 3

Informações organizadas para facilitar a leitura e a tomada de decisão.

O ano de 2027 marca o início da substituição efetiva de tributos federais pelo novo modelo instituído pela Reforma Tributária.

Diferentemente de 2026, que foi um período de transição operacional, 2027 passa a envolver cobrança real dentro do novo sistema tributário federal, com impacto direto na formação de preços, créditos fiscais e planejamento tributário das empresas.

O que acontece em 2027?

A Fase 3 consolida a entrada da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) como substituta dos tributos federais sobre o consumo.

Principais mudanças:

  • Extinção definitiva de PIS e Cofins;
  • Início da cobrança efetiva da CBS;
  • Redução significativa do IPI (mantido apenas para exceções específicas);
  • Início da cobrança do Imposto Seletivo (IS).

Essa etapa representa a primeira substituição concreta do sistema tributário antigo pelo novo modelo.

Extinção do PIS e Cofins

A partir de 2027:

  • PIS e Cofins deixam de existir;
  • A sistemática cumulativa e não cumulativa desses tributos é encerrada;
  • A CBS assume integralmente a tributação federal sobre o consumo.

A CBS adota o modelo de IVA moderno, baseado em:

  • Não cumulatividade plena;
  • Crédito financeiro amplo;
  • Tributação no destino.

Isso altera significativamente a lógica de aproveitamento de créditos e a estrutura de custos das empresas.

Início da CBS – Como funciona

A CBS passa a incidir sobre:

  • Venda de bens;
  • Prestação de serviços;
  • Operações com direitos.

Características principais:

  • Base ampla de incidência;
  • Regime não cumulativo;
  • Possibilidade de aproveitamento de créditos sobre aquisições vinculadas à atividade econômica.

As empresas precisarão revisar:

  • Cadeia de créditos tributários;
  • Contratos com fornecedores;
  • Modelos de repasse de carga tributária.

Redução do IPI

O IPI deixa de ser um tributo central na arrecadação federal sobre consumo.

Ele passa a ter aplicação residual, principalmente para:

  • Produtos com finalidade regulatória;
  • Setores estratégicos definidos por legislação específica.

Na prática, o peso do IPI na estrutura tributária das empresas será significativamente reduzido.

Início do Imposto Seletivo (IS)

Em 2027 começa também a cobrança do Imposto Seletivo, que incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Exemplos de incidência:

  • Produtos derivados de tabaco;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Produtos com impacto ambiental relevante.

O objetivo do Imposto Seletivo é regulatório, e não arrecadatório.

Empresas desses segmentos devem avaliar:

  • Impacto na demanda;
  • Ajuste de preços;
  • Revisão de margens;
  • Estratégias comerciais.

Impactos Diretos para as Empresas em 2027

A Fase 3 exige adaptação prática e estratégica.

1. Mudança na Formação de Preços

Com a substituição do PIS e Cofins pela CBS, haverá nova base de cálculo, nova lógica de crédito e mudança no efeito cascata. Empresas precisarão recalcular suas margens.

2. Revisão Contratual

Contratos firmados sob a lógica anterior podem precisar de revisão para ajustar cláusulas tributárias, redefinir responsabilidades fiscais e atualizar condições de repasse.

3. Ajustes em Sistemas

Será necessário atualizar parametrizações fiscais, adaptar ERPs, ajustar rotinas de apuração e revisar classificação fiscal de produtos e serviços.

4. Planejamento Tributário

A CBS altera a dinâmica de créditos e débitos, impactando fluxo de caixa, regime de tributação, estrutura societária e estratégia de compras. Empresas que se anteciparem terão maior previsibilidade financeira.

O que não muda em 2027?

Importante destacar que:

  • ICMS e ISS ainda permanecem vigentes;
  • IBS ainda está em fase de transição gradual;
  • A substituição de tributos estaduais e municipais ocorrerá nas fases seguintes.

Ou seja, em 2027 o sistema ainda funciona em modelo híbrido.

Por que 2027 é um ano estratégico?

A Fase 3 marca:

  • O primeiro impacto financeiro real da Reforma;
  • A consolidação da CBS como tributo federal sobre consumo;
  • A necessidade de revisão estrutural do planejamento tributário empresarial.

Empresas que não realizarem ajustes técnicos poderão enfrentar:

  • Erros na apuração;
  • Inconsistências fiscais;
  • Riscos de autuação;
  • Perda de competitividade.

Como o Grupo Assecont pode apoiar sua empresa

O Grupo Assecont oferece suporte completo para a Fase 3 da Reforma Tributária:

  • Análise de impacto da CBS;
  • Revisão de formação de preços;
  • Simulação de cenários tributários;
  • Atualização de enquadramento fiscal;
  • Apoio na revisão contratual;
  • Monitoramento da legislação complementar.

A preparação antecipada é fundamental para garantir conformidade e sustentabilidade financeira.

Prepare sua empresa para cada fase da Reforma

O Grupo Assecont acompanha todas as etapas da implementação e oferece suporte técnico especializado para garantir conformidade e segurança tributária.