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Fase 4

Transição ICMS/ISS para IBS (2028–2032)

Coexistência de regimes e substituição gradual dos tributos estaduais e municipais.

Resumo objetivo desta fase para leitura rápida:

  • Regime híbrido e alíquotas em ajuste anual;
  • Dupla parametrização fiscal e revisão de preços;
  • Gestão de créditos e tributação no destino.

Panorama da Fase 4

Informações organizadas para facilitar a leitura e a tomada de decisão.

A Fase 4 corresponde ao período de transição progressiva dos tributos estaduais e municipais para o novo modelo de tributação sobre o consumo.

Entre 2028 e 2032, ocorre a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Esse é o período mais sensível da Reforma, pois envolve mudanças estruturais na arrecadação de estados e municípios e impacta diretamente a dinâmica operacional das empresas.

O que caracteriza a Fase 4?

Durante essa etapa:

  • O ICMS passa a ser reduzido gradualmente;
  • O ISS passa a ser reduzido gradualmente;
  • O IBS passa a aumentar proporcionalmente;
  • O sistema opera de forma híbrida.

A substituição não ocorre de forma imediata. Ela é escalonada ao longo de quatro anos para preservar a estabilidade da arrecadação pública.

Como funciona a transição?

A legislação estabelece percentuais progressivos de substituição:

  • A cada ano, uma parte do ICMS e do ISS é reduzida;
  • Paralelamente, a alíquota do IBS aumenta;
  • O modelo antigo e o novo convivem temporariamente.

Ao final de 2032, o IBS assume quase integralmente a tributação estadual e municipal.

Por que essa fase é considerada a mais complexa?

A Fase 4 exige que as empresas operem sob dois regimes simultaneamente:

  • Sistema tradicional (ICMS e ISS);
  • Novo sistema (IBS).

Isso gera:

  • Necessidade de dupla parametrização fiscal;
  • Ajustes contínuos em sistemas;
  • Monitoramento frequente de alíquotas;
  • Revisão periódica de precificação.

A complexidade operacional aumenta significativamente nesse período.

Impactos diretos para as empresas

1. Formação de Preços

A coexistência de ICMS, ISS e IBS pode alterar margens de lucro, estrutura de custos e política comercial. Empresas precisarão recalcular preços periodicamente conforme os percentuais de transição avançam.

2. Créditos Tributários

A lógica de crédito começa a migrar gradualmente para o modelo do IBS. Isso exige controle rigoroso da escrituração, revisão de enquadramento fiscal e monitoramento da cadeia de fornecedores.

3. Tributação no Destino

O IBS adota a tributação no destino. O imposto é recolhido no local onde ocorre o consumo, exigindo adaptação na gestão tributária e no planejamento logístico e comercial.

4. Sistemas e Tecnologia

Durante 2029 a 2032 será indispensável atualização contínua de ERPs, ajustes nas rotinas fiscais, parametrização simultânea de ICMS/ISS e IBS e monitoramento das regras do Comitê Gestor.

O papel do Comitê Gestor do IBS

Durante a Fase 4, o Comitê Gestor assume protagonismo na administração do novo imposto.

Entre suas atribuições estão:

  • Coordenação da arrecadação;
  • Distribuição de receitas entre estados e municípios;
  • Definição de normas operacionais.

Essa centralização busca reduzir a fragmentação normativa existente no modelo anterior.

O que permanece vigente nesse período?

Entre 2029 e 2032:

  • ICMS ainda existe, mas com alíquota progressivamente reduzida;
  • ISS ainda existe, também em redução gradual;
  • CBS já está plenamente vigente desde 2027;
  • Imposto Seletivo já opera conforme regulamentação.

O sistema é híbrido até a conclusão da transição.

Riscos durante a Fase 4

Empresas que não acompanharem as mudanças podem enfrentar:

  • Erros na apuração;
  • Perda de créditos;
  • Recolhimento indevido;
  • Inconsistências em documentos fiscais;
  • Impacto negativo no fluxo de caixa.

A transição gradual não elimina a necessidade de controle técnico rigoroso.

Preparação estratégica durante a Fase 4

Para atravessar esse período com segurança, recomenda-se:

  • Revisão anual de estrutura tributária;
  • Simulação de impacto financeiro;
  • Monitoramento contínuo das alterações legislativas;
  • Revisão de contratos com cláusulas tributárias;
  • Capacitação permanente das equipes fiscais.

A adaptação deve ser contínua, não pontual.

Encerramento da Fase 4

Ao final de 2032:

  • ICMS e ISS estarão praticamente substituídos;
  • O IBS estará consolidado como tributo estadual e municipal.

Em 2033 ocorre a implementação integral do novo modelo.

Como o Grupo Assecont pode apoiar sua empresa

O Grupo Assecont oferece acompanhamento técnico especializado durante toda a Fase 4, com foco em:

  • Simulação de cenários tributários;
  • Revisão de precificação;
  • Ajustes operacionais;
  • Monitoramento legislativo;
  • Planejamento estratégico de transição.

A gestão adequada dessa etapa reduz riscos e aumenta previsibilidade financeira.

Prepare sua empresa para cada fase da Reforma

O Grupo Assecont acompanha todas as etapas da implementação e oferece suporte técnico especializado para garantir conformidade e segurança tributária.